O toque de Jesus retira toda opressão do nosso coração

segunda-feira, 6 de julho de 2015


O toque de Jesus retira toda opressão do nosso coração. O Senhor quer nos libertar e nos dar a liberdade de filhos de Deus para que possamos glorificar e exaltar o Seu nome!
“Coragem, filha! A tua fé te salvou” (Mateus 9, 22).
A Palavra de Deus nos apresenta hoje duas ações maravilhosas de Jesus. A primeira é quando o chefe da sinagoga se aproxima de Jesus e pede ao Senhor que ressuscite sua filha que morrera havia pouco tempo. Enquanto Jesus caminhava à casa dele [chefe da sinagoga], outra mulher tão aflita como esse homem, mas, ao mesmo tempo, tão confiante como ele, vai ao encontro do Senhor apenas com o desejo de tocar em Seu manto. Ela tinha a convicção de que, se tocasse no manto de Jesus, seria curada da hemorragia que a fazia sofrer havia pelo menos doze anos (cf. Mateus 9, 20-21).
Quando Jesus a viu Ele lhe disse: “‘Coragem, filha! A tua fé te salvou’. E a mulher ficou curada a partir daquele instante” (Mateus 9, 22).
Permita-me dizer uma coisa a você: nós precisamos de ânimo, de coragem e de ousadia para sair de nossas doenças e enfermidades, para sairmos, sobretudo, da opressão espiritual em que vivemos. Opressão que atinge a nossa mente, o nosso corpo, o nosso físico, a nossa vontade e a nossa disposição interior. Existem muitas coisas que nos prendem e que nos deixam amarrados, embaraçados e não conseguimos seguir adiante. É preciso acreditar que o toque de Jesus em nossa alma, em nosso coração e em nossa mente vai retirar toda opressão que paira sobre nós.
É Jesus quem levanta a filha de Jairo que parecia já morta. Para isso, bastou a fé de seu pai e o toque de Jesus para ela se levantar. Deus não nos quer prostrados, derrotados, sem ânimo e sem confiança! É preciso coragem, principalmente para buscarmos Jesus. É preciso darmos um passo de fé, de ânimo e de confiança para que sejamos movidos pela fé e pela certeza de que – seja for a situação pela qual estejamos passando há um ano, há alguns meses, há mais de dez anos ou em toda a nossa vida – Jesus pode e faz a diferença em nossa vida quando depositamos n’Ele a nossa confiança!
Tenho certeza de que Deus tem algo muito sério para mudar em sua vida, para fazer a diferença, para não deixar a sua alma oprimida nem seu coração vivendo neste cativeiro espiritual! Jesus quer nos libertar, quer nos dar a liberdade de filhos de Deus para que possamos glorificar e exaltar o Seu nome!
Que retiremos nossa alma da tristeza, da solidão, da opressão do corpo, do espírito e da mente para que encontremos em Jesus a libertação da nossa vida!
Deus abençoe você!

Assumamos nossa missão de profetas no mundo

domingo, 5 de julho de 2015

O profeta ensina o fiel a viver o Evangelho, profetiza, fala em nome de Deus e anuncia a Boa Nova do Reino, e também denuncia os erros, as injustiças e os pecados.

 “Jesus percorria os povoados da redondeza, ensinando” (Marcos 6, 6).

 A Palavra de Deus, que vem hoje ao nosso encontro, coloca-nos diante da missão profética de Jesus e de cada um de nós que a recebemos por graça em nosso batismo. O batismo nos configurou a Cristo Jesus e fez de nós sacerdotes, profetas e reis. Sacerdotes enquanto oferecemos um culto agradável a Deus, que é a nossa própria vida, enquanto oferecemos a nossa vida em oblação a Ele. 

Hoje permita-me falar da nossa missão profética, porque a missão profética de Jesus é modelo e exemplo para todos nós! O profeta é aquele que prega, ensina e profetiza; e anuncia a Palavra de Deus e o Reino de Deus. A pregação deve estar sempre em primeiro lugar em nossa atividade missionária. Pregar não é falar muito, não é dizer muitas coisas, mas sim, sempre apontar o Evangelho como modelo e referencial de vida. 

Prega-se não só por palavras; prega-se primeiro pelo exemplo e pela conduta de vida. Prega-se também ao anunciar que Jesus é o Senhor, o Salvador, e ao mostrar que, no Evangelho, está a razão e o sentido da nossa vida. 

O profeta ensina – essa também é missão do pai, da mãe, do professor – mas é missão, sobretudo, dele [do profeta] ensinar e conduzir o outro à verdade, iluminar todas as coisas pela verdade única: Cristo Jesus. E como o mundo em que vivemos precisa, necessita e tem sede dos ensinamentos de Jesus! Ser ensinado para praticar, para viver e ensinar como se deve viver. A escola é o próprio Evangelho; a lição é o Evangelho; a vida é o Evangelho. 

O profeta ensina o fiel a viver o Evangelho, profetiza, fala em nome de Deus, anuncia a Boa Nova do Reino, e também denuncia os erros, as injustiças e os pecados. Não precisa “colocar ninguém na parede” nem condenar ninguém, pois o profetismo faz a distinção entre o que é certo e o que é errado, entre o que convém e o que não convém, entre o que é a vontade de Deus e o que é o espírito maligno deste mundo. 

O profeta, muitas vezes, não será bem aceito nem bem recebido no meio dos seus, ele vai ser, muitas vezes, rejeitado. Pode ser que em nossa casa, em nossa família, na escola, no trabalho e onde quer que nós estejamos a nossa missão não seja bem aceita. No entanto, Jesus também experimentou a rejeição devido ao Seu profetismo, mas nunca cessou de profetizar, de pregar, de ensinar e de levar às pessoas o Reino de Deus. 

Que hoje sejamos impelidos a assumir nossa missão profética no mundo e a sermos mensageiros em nossa casa, em nosso trabalho e em nossa família do anúncio da Boa Nova de Jesus Cristo! 

 Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova                    

Alimentados pela fé, alcançamos o céu

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Alimentados pela fé, alcançamos o céu. O lugar de alimentarmos nossas dúvidas e questionamentos é no coração de Jesus, Ele é a resposta e o sustento da nossa fé!

“Acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!” (João 20, 29).

Nós temos hoje a graça de celebrar a festa do apóstolo São Tomé. Para alguns, São Tomé é o apóstolo da incredulidade devido à sua falta de confiança e fé, pois, por não ter visto Jesus ressuscitado, ele exige uma prova de fé: tocar no Senhor para que pudesse ver e acreditar [na ressurreição do Senhor].
Tomé é, para nós, o apóstolo que talvez melhor configure o cristão dos dias de hoje, porque ele tem muito ânimo, muita disposição e é ele quem diz no Evangelho de São João, capítulo 11, versículo 16: “Vamos também nós, para morrermos com ele”. A disposição dele é de dar a vida por Jesus, de morrer junto com o Senhor e, quando não sabe algo, questiona. E porque Jesus disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (João 14, 6) é como se Tomé Lhe perguntasse: “Mostra-nos o caminho, Senhor! Que caminho é este?“.
Nós que, muitas vezes, escutamos a Palavra do Senhor e a achamos bela, profunda e verdadeira, também perguntamos: “Como? Quando? De que maneira?”. E Tomé não teve medo, não teve nenhuma hesitação em perguntar e questionar.
Sabem, meus irmãos, nós nem sempre temos respostas para tudo, nós nem sempre encontramos soluções para tudo em nossa vida. E, muitas vezes, paramos em respostas e em soluções superficiais para poder satisfazer o nosso ego e a nossa racionalidade. E, frequentemente, temos medo das questões.
Isso não significa que devamos ser  pessoas que duvidam de tudo e desacreditam de tudo; pelo contrário, pela fé, nós sabemos em quem cremos e em quem acreditamos. Quando não sabemos algo, não nos custa nada perguntar isso a quem pode nos ajudar. Quando temos dúvidas e receios, nós não nos tornamos menos de Deus ou menos fervorosos na fé por não termos convicção disso ou daquilo. O importante é que nos alimentemos e nos enchamos da verdade da fé aos pés d’Aquele que pode nos preencher e alimentar a nossa própria fé.
O lugar do discípulo de Jesus é aos pés do Seu Mestre. O lugar dos apóstolos de Jesus é junto à Palavra de Deus, para com ela crescer, se alimentar e se saciar. O lugar de alimentarmos nossas dúvidas e questionamentos é no coração de Jesus, Ele é a nossa resposta, ainda que, muitas vezes, não seja a resposta racional que queremos, mas é o sustento da fé com a qual nós cremos e acreditamos!
Nós não vamos ver com os olhos da carne as realidades profundas da vida no Espírito, da vida em Deus. A fé é maior do que os olhos da carne quando a [fé] alimentamos, por meio dela vamos longe e tocamos em graças incontáveis. Podemos até desanimar, nos cansar, mas se alimentamos nossa fé, nós vamos bem longe! E o mais longe que ela pode nos levar é o céu – o lugar da morada dos justos – daqueles que creem em Deus e têm n’Ele o sentido de sua vida!

Deus abençoe você!
 
Fonte: Canção Nova

Na presença de Deus encontramos ânimo para nossa vida

quinta-feira, 2 de julho de 2015

 
O mundo pode nos dar milhões de opções para que desanimemos, mas basta Deus ser o ânimo da nossa vida para ficarmos de pé, prosseguirmos e irmos adiante!

“Jesus disse ao paralítico: ‘Coragem, filho, os teus pecados estão perdoados!’” 
 (Mateus 9, 2).

Apresentaram a Jesus um paralítico deitado numa cama e o povo estava movido por uma grande fé e tamanha confiança por acreditar que Jesus poderia fazê-lo levantar e andar. Contudo, havia um drama que envolvia este paralítico: primeiramente porque ele estava desanimado, descrente, sem alento, sem gosto e sem sabor pela vida. E não é só o fato de não ter as pernas móveis para poder andar que o deixava assim.
Conhecemos muito bem pessoas paralíticas, doentes e enfermas que, muitas vezes, são mais animadas do que muitos de nós que andamos, falamos, pulamos e corremos. No caso do paralítico do Evangelho havia uma paralisia interior, havia um desânimo e um descontentamento terrível com a vida. Por isso a primeira palavra de Jesus dirigida a ele não é: “levanta”, mas é “coragem”. Coragem quer dizer ânimo, ressuscitar a alma, tomar alento e gosto pela vida, porque pode ser que tenhamos duas pernas ótimas, mas se o nosso coração e a nossa alma estiverem paralisados e anêmicos, se a nossa alma perdeu o alento pela vida, continuamos tão paralíticos ou mais do que aquele homem do Evangelho de hoje.
A Palavra de Deus é para nos encorajar e para nos levantar do desânimo que, muitas vezes, vem ao encontro da nossa alma por causa dos desalentos, das decepções, das amarguras e das frustrações encontradas por cada um de nós ao longo do caminho.
Você pode perceber que, ao longo das estradas, existem muitos espinhos, mas a vida não é constituída somente de espinhos. Ela tem flores, tem folhas, mas nós nos detemos tantas vezes no que é espinhoso, no que nos machuca e no que nos paralisa e não no que nos levanta, nos dá ânimo e nos coloca de pé.
O mundo pode nos dar milhões de opções para que desanimemos, mas basta Deus ser o ânimo da nossa vida para ficarmos de pé, para prosseguirmos e irmos adiante!
Levanta-te! Anda! Ânimo! Coragem! Você que foi paralisado por algum mosquitinho da vida que lhe tirou o ânimo de viver! E cada um de nós que sentimos em nossa alma a visita da senhora tristeza não permitamos que ela more dentro de nós! Mandemos a tristeza para bem longe, que ela [tristeza] não faça moradia em nossa casa! Ela pode até nos visitar em certas ocasiões, mas ela não pode morar em nossa casa!
A nossa alma, o nosso coração e a nossa vida pertencem a Deus e não podemos deixar que a tristeza paralise a nossa vida!

Deus abençoe você!
 
Fonte: Canção Nova

Só Jesus pode nos purificar da sujeira deste mundo

quarta-feira, 1 de julho de 2015


Só Jesus pode nos purificar da sujeira deste mundo. O lugar do homem é próximo d’Aquele que o criou para estar sempre livre do poder e da ação do maligno e da sujeira do mundo.

“Jesus disse: ‘Ide’. Os demônios saíram, e foram para os porcos” (Mateus 8, 32). 

Quero chamar sua atenção para os três sujeitos do Evangelho de hoje. O primeiro deles: Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, o enviado do Pai que está no meio de nós, agindo com Sua Palavra salvadora e libertadora para nos livrar da ação do mal e do maligno.

Outros sujeitos do Evangelho de hoje são, justamente, os demônios, porque eles são muitos e agem de diversas formas. Todos eles representam o poder do mal e do maligno. Estes não são mais do que Deus; pelo contrário, são aqueles que se rebelaram contra o Senhor e agem neste mundo para desviar do caminho aqueles que são d’Ele [de Deus].
Do outro lado, vemos também no Evangelho de hoje a figura dos porcos, os quais, na cultura antiga, eram símbolo de sujeira e também da impureza. Demônio e impureza têm tudo a ver, porque Deus é Aquele que é puro, santo e no qual não há a contaminação da sujeira nem do mal. Ao passo que a sujeira é aquilo que, na verdade, tira o brilho original e a pureza de todo ser e de toda criatura.
O Evangelho de hoje é para nós uma parábola: a ligação que Jesus faz entre o poder do mal e os porcos (símbolos desta impureza). Quando Jesus vê esses homens sofrendo por estarem possuídos pelo demônio e o quanto o demônio fazia mal a eles – atormentando-os e os fazendo sofrer, porque estavam com a mente e com o coração totalmente presos ao mal – Ele quer libertá-los. Ao dizer ”Ide” é como se Ele dissesse: “Tira os demônios que estão nestes homens e os manda para os porcos” (cf. Mt 8, 32).
Permita-me dizer uma coisa a você: o lugar do mal e dos demônios é na sujeira. É óbvio que os porcos são animais tão belos da natureza e da criação de Deus e não devem ser mal comparados. Mas, aproveitando o elemento da cultura antiga na qual Jesus vive, é importante lembrarmos que o lugar da sujeira é mesmo no chiqueiro. O lugar dos demônios é no inferno, não na alma, não no coração humano! Não é lugar do coração humano nem o chiqueiro nem o inferno.
O lugar do coração humano é próximo d’Aquele que o criou, para estar sempre livre do poder do mal e da sujeira do mundo, do poder do maligno e da ação que nos contamina neste mundo!
Só Jesus, o Enviado de Deus, é que pode nos lavar e nos purificar do mal que nos suja neste mundo! Só Jesus pode nos limpar da ação do maligno no meio de nós! Que Ele mande para bem longe todos os espíritos malignos e todos os tormentos que vêm ao encontro da nossa alma e do nosso coração para que sejamos livres a fim de servir a Deus com a alma pura, com o coração purificado e livres do poder do mal e da morte!
Deus abençoe você!

Oração de cura para o coração triste

terça-feira, 30 de junho de 2015

Papa Francisco nos fala constantemente da alegria:


 “O coração do homem deseja a alegria. Todos desejamos a alegria, cada família, cada povo aspira à felicidade. Mas qual é a alegria que o cristão está chamado a viver e a testemunhar?

É a que vem da proximidade de Deus, da sua presença na nossa vida. Desde quando Jesus entrou na história, com o seu nascimento em Belém, a humanidade recebeu o germe do Reino de Deus, como um terreno que recebe a semente, promessa da colheita futura. Não é preciso continuar a procurar noutra parte! Jesus veio trazer a alegria para todos e para sempre!” (Ângelus, 14 dez 2014)

Mas às vezes experimentamos a tristeza em nossa vida e não sabemos como enfrentá-la.

Sabendo que Deus nos quer alegres e que a tristeza é uma ferramenta do demônio para levar-nos a pecar, precisamos buscar combater essa tristeza em todo momento. Para isso, a Bíblia nos oferece o segredo da sabedoria: "Alguém entre vós está triste? Reze!" (São Tiago 5, 13).

A verdadeira alegria nos vem de Deus, e precisamos recorrer a Ele em oração, pedindo-lhe que nos ajude a restaurar nosso coração ferido. Apresentamos, a seguir, uma poderosa oração de cura da tristeza:

ORAÇÃO

Senhor Jesus,
tu conheces a minha tristeza,
essa tristeza que invade meu coração,
e sabes a origem dela.
Hoje me apresento a ti
e te peço, Senhor, que me ajudes,
pois já não posso continuar assim.

Sei que tu me convidas a viver em paz,
com serenidade e alegria,
inclusive em meio às dificuldades cotidianas.
Por isso, eu te peço que coloques tuas mãos
nas feridas do meu coração,
que me fazem ser tão sensível aos problemas,
e me libertes da tendência à tristeza e à melancolia,
que tomam conta de mim.

Hoje te peço que tua graça restaure a minha história,
para que eu não viva escravizado
pela lembrança amarga
dos acontecimentos dolorosos do passado.
Como eles já passaram,
não existem mais,
eu te entrego tudo aquilo por que passei e sofri.

Quero perdoar-me e perdoar,
a fim de que a tua alegria comece a fluir em mim.

Eu te entrego as tristezas unidas às preocupações
e aos temores do amanhã.
Esse amanhã tampouco chegou e,
por isso, só existe na minha imaginação.
Devo viver somente o hoje,
e aprender a caminhar na tua alegria no momento presente.

Aumenta minha confiança em ti,
para que minha alma cresça em júbilo.
Tu és Deus e Senhor da história e da vida,
das nossas vidas.
Por isso, toma a minha existência
e a das pessoas a quem amo,
com todos os nossos sofrimentos,
com todas as nossas necessidades,
e que, com a ajuda do teu poderoso amor,
cresça em nós a virtude da alegria.

Amém.
Fonte: Aleteia

O apego aos bens nos afasta do eterno de Deus

segunda-feira, 29 de junho de 2015



O apego excessivo aos bens materiais e às pessoas nos afasta do eterno de Deus. É preciso ser livre para servir a Deus e aos irmãos e para amar e nos dedicar a uma causa e a uma missão. 

 “As raposas têm suas tocas e as aves dos céus têm seus ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça” (Mateus 8, 20).

A Palavra de Jesus nos mostra qual é a condição que precisamos ter para segui-Lo. A condição essencial para que vivamos a Palavra de Deus em nossa vida é a liberdade! E liberdade não é fazer o que queremos e o que nos dá na cabeça. Liberdade é não ser preso a nada nem a ninguém para que possamos nos tornar presos somente a Jesus Cristo e nos colocar à disposição do Seu Evangelho. Todos nós queremos segurança e precisamos de segurança. Queremos nossa casa pronta, e mesmo quem tem uma casa nunca está satisfeito com a que tem; esta tem que ser melhorada, aumentada e cada vez maior e mais cheia de detalhes. Em proporção com aqueles que, muitas vezes, não têm nem onde morar, isso é um descalabro. 

O Filho do Homem se une àqueles que nada têm ao lembrar que até as raposas têm tocas para viver e as aves do céu têm ninhos, mas Ele não tem onde reclinar a cabeça, dorme aqui e acolá. Ele é livre para anuciar o Evangelho. 

Ao passo que muitos estão tão presos aos seus que não podem fazer mais nada, porque precisam cuidar para sempre de seus parentes. Precisam de cuidar de um e de outro e nunca encontram liberdade para encontrar a própria realização pessoal. Por isso Jesus diz: “Deixe que os mortos enterrem os mortos!” (Mt 8, 22). Ou seja, é como se Ele dissesse: “Deixe que quem vive para este mundo cuide das coisas deste mundo”. 

Portanto, quem quer segui-Lo deve estar livre para Ele. No entanto, duas coisas correlatas são importantes e devem ser ditas. A primeira coisa: nós não podemos ser irresponsáveis e não cuidar dos bens nem prover os bens necessários para nossa vida e nossa subsistência. Devemos trabalhar, economizar e planejar, mas isso não pode nos tornar reféns do dinheiro, da posse e das preocupações com os bens materiais. A segunda coisa importante a ser dita: nós temos que ser solícitos com os nossos entes queridos: os pais com seus filhos, os filhos com seus pais idosos, bem como parentes que podem cuidar uns dos outros. 

No entanto, cuidado, solicitude e amor não nos podem deixar num apego excessivo, de modo que não tenhamos liberdade nem de cuidar da nossa vida nem de servir a Deus, porque temos sempre de nos preocupar com os outros.

Abençoadas sejam as mãos que têm de cuidar dos enfermos, do filho cuja condição de saúde exige muito mais cuidado e de pessoas com deficiência ou que exigem dedicação mais integral! Deus é sua luz, seu sustento e sua graça! Contudo, nós não podemos ter um excessivo apego a nada nem a ninguém, porque senão a graça de Deus passa entre nós e não a acalentamos, não nos dedicamos a ela, nem a abraçamos em nossa vida. 

O Evangelho nos faz livres para servir, amar e nos dedicar a uma causa e a uma missão desde que não nos apeguemos a nada como se fosse eterno, porque o único eterno é Deus! 

 Deus abençoe você!

Caminhada pela paz reúne 1,2 mil em João Pessoa, diz Polícia Militar

domingo, 28 de junho de 2015

Manifestação no bairro dos Bancários pediu fim da violência.  Assaltos e sequestro com morte marcaram últimos dias no bairro. 

Manifestação pediu maior segurança em João Pessoa e no bairro dos Bancários (Foto: Felipe Ramos/G1)Manifestação pediu maior segurança em João Pessoa e no bairro dos Bancários (Foto: Felipe Ramos/G1)








Os moradores do bairro dos Bancários, na Zona Sul de João Pessoa, realizaram neste sábado (27) uma caminhada pedindo o fim da violência no bairro. Nos últimos dias casos de sequestros e assaltos assustaram quem mora na região. Cerca de 1,2 mil pessoas participaram da manifestação, segundo a Polícia Militar.

Após a concentração, o protesto seguiu pela rua Sergio Guerra até a rua Rosa Lima dos Santos. A caminhada foi encerrada com um ato ecumênico em frente à Igreja Menino Jesus de Praga, com uma oração pela paz.
O protesto aconteceu com apoio da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob), Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Guarda Municipal e Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/PB).
O coordenador da caminhada Marcondes Menezes destacou que a proposta visa chamar a atenção do poder público para a insegurança na cidade. "Importante trazer a sociedade civil para participar de um movimento em busca da segurança, quando a sciedade não se mobiliza os poderes públicos ficam tímidos na sua ação. Quando a população vem à rua pedir a diminuição da violência, colocamos em pauta temas como este", afirmou.
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Estava na caminhada a mãe de Germana Clara, que foi assassinada na frente dos filhos em João Pessoa (Foto: Felipe Ramos/G1)Germana Clara foi assassinada na frente dos
filhos (Foto: Felipe Ramos/G1)
Uma das participantes da caminhada foi Maria de Fátima dos Santos Sá, mãe de Germana Clara Sá Marinho, assassinada em setembro de 2014 na frente dos filhos no conjunto Vieira Diniz, em João Pessoa. "Fazemos parte do grupo Mães da Dor, pais e mães que perderam filhos para a violência. Vamos para ruas e praças clamar por justiça para que o caso da minha filha e de outros não fiquem só na estatística, que as pessoas saibam que existe justiça e acreditamos nela. Lutamos para que esses bandidos fiquem na cadeia que é o lugar deles", disse.
Crimes de repercussão
Um dos casos que chamou a atenção da população foi o sequestro de duas mulheres e um bebê, que foram abordadas após uma confraternização na Associação de Moradores do bairro e levadas para um matagal em Goiana, no Pernambuco, onde foram agredidas, estupradas e uma delas foi assassinada.
Na quinta-feira (25), quatro homens armados assaltaram um supermercado Extra na Rua Walfredo Macedo Brandão. De acordo com informações da Polícia Militar, os assaltantes levaram o dinheiro dos caixas e, em seguida, fugiram em duas motocicletas.

Fonte: G1 Paraíba

Marcha pela Paz no Bairro dos Bancários


A caminhada superou todas as expectativas da organização, uma repercussão super positiva, a comunidade entendeu o nosso propósito.

Acho legítimo que outros queiram uma abordagem mais direta sobre a segurança, mas o movimento unido escolheu este caminho e deve ser respeitado, com paz teremos mais força para lutarmos por segurança, saúde, educação, inclusão social, fome, moradia entre outros problemas do nosso país que refletem diretamente na segurança pública.

Nos próximos dias estaremos encaminhando oficialmente aos Governos Federal, Estadual e Municipal as nossas reivindicações e aos nossos Senadores, Deputados Federais, Estaduais e Vereadores o nosso clamor por reformas nas legislações, especialmente no Código Penal e Lei de Execuções para por um fim a IMPUNIDADE no nosso pais.

Que outros também organizem as suas caminhadas e marchas com as suas bandeiras.
O caminho que o movimento escolheu e começamos a trilhar e semear, nos parece que trará bons frutos para a nossa comunidade.

Deus abençoe a todos nós.

Para ver todas as fotos registrada pelo Armadura do Cristão 
clique na imagem abaixo
http://goo.gl/Znzf8q
 

CARTA ABERTA DO MOVIMENTO PELA PAZ

sábado, 27 de junho de 2015

A Comunidade dos Bancários, reunida na tarde de 27 de Junho de 2015, às 17 horas na Praça da Paz, unida num só grito de PAZ, para pedir as autoridades constituídas, ações efetivas e diretas que possam restabelecer a dignidade dos seus moradores no sagrado direito constitucional do ir e vir, a muito de nós retirado pelo crescente aumento da violência em todo o Brasil.

Como bandeiras de lutas, estabelecemos:

- Pedido ao Congresso Nacional de URGÊNCIA URGENTISSIMA na votação da Reforma do Código Penal, colocando um fim na impunidade e classificando como hediondo o assassinato de policiais, o que atinge diretamente ao ESTADO.

- Pedido ao Governo Federal a criação do Ministério da Segurança Pública, a fim de centralizar as ações de segurança em todo o País, favorecendo a repreensão às drogas, ao alinhamento salarial dos policiais e a aquisição uniforme de equipamentos (armamentos, veículos e equipamentos de inteligência).

- Pedido de urgência ao Governo do Estado da Paraíba na implantação de uma Delegacia Integrada de Segurança Pública - DISP e uma Unidade de Policia Solidária - UPS no bairro dos Bancários, fazendo com que o aparato policial tenha uma proximidade à comunidade local e adjacências.

- Pedido ao Governo Municipal de João Pessoa para qualificar a iluminação pública nas ruas que se encontram tomadas pela escuridão; intensificar a poda de árvores, para que o espaço urbano se torne o local de circulação com segurança e sem temor; ocupação com atividades sócio educativas nas praças do bairro, para que sejam espaços de convivência que não ofereçam riscos à comunidade.

Movidos pelo Deus Paz, que anuncia o Shalom a todos os povos, esperamos que nosso bairro se torne um lugar em que reine a segurança, o respeito e, sobretudo a mensagem do ressuscitado, "Jesus pôs-se no meio deles e disse-lhes 'a Paz esteja convosco' " Jo 20,19.


Peçamos ao Senhor que nos purifique de todas as impurezas

Peçamos ao Senhor que nos liberte e nos purifique das impurezas e que a Sua graça tire de nós todo o peso que recai sobre nossa consciência, vida e dignidade.

“Senhor, se queres, tu tens o poder de me purificar” (Mateus 8, 2).


A Palavra de Deus hoje nos coloca diante desse acontecimento maravilhoso: um leproso se ajoelha diante de Jesus e pede a graça de ser limpo, de ser purificado e renovado da lepra que ele traz em si. O significado histórico da lepra todos nós conhecemos: o desprezo e a marginalidade que sofria uma pessoa por padecer desse mal.

Por uma questão de ignorância, os antigos não sabiam como lidar da melhor maneira com o leproso. Primeiramente porque se acreditava que era uma doença altamente contagiosa e por isso o leproso não poderia viver em meio às pessoas, porque senão também seriam contaminadas e contagiadas por essa enfermidade.

Por outro lado, quando se olhava para aquela carne, praticamente podre pelas circunstâncias, tinha-se o receio e o temor de se tornar tão sujo e tão impuro como era aquele leproso, por isso mais afastado ainda este ficava de todos.

O sentimento da alma e do coração de uma pessoa vítima de qualquer rejeição ou discriminação é sentir-se a menor e a pior das pessoas. No entanto, nele não há culpa alguma, ainda que ele fosse olhado como um culpado e um amaldiçoado; ele carregava em si um trauma, por isso queria se livrar desse trauma, dessa culpa, queria ser regenerado e ser colocado em meio à sociedade e em meio às pessoas.

E por isso ele diz: “’Senhor, se queres, tu tens o poder de me purificar’. Jesus estendeu a mão, tocou nele e disse: ‘Eu quero, fica limpo’. No mesmo instante, o homem ficou curado da lepra” (Mateus 8, 2-3).

Permita-me dizer uma coisa a você: nós, muitas vezes, carregamos o peso, a mancha e a marca do mal, do pecado, do sentimento de culpa, da rejeição e das aflições imputadas a nós pela própria vida. Por essa razão, nós precisamos que Jesus nos liberte e nos purifique de toda e qualquer culpa que carregamos na consciência, na mente e no coração. Porque tudo isso traz um peso enorme a nós! Muitas vezes, carregamos até o peso de coisas que outros fizeram, se não em nosso nome, mas por fazermos parte da mesma família, por fazermos parte daquela geração.

O fato de ser homem, de ser mulher, o fato de ter esta ou aquela raça, cor, etnia, muitas vezes, é um peso para a pessoa. Não um peso que a pessoa tenha por culpa, mas porque outros a imputam a ela.

Hoje é o dia de pedirmos ao Senhor que nos liberte, que nos purifique e que nos torne limpos. E que a Sua graça tire de nós todo o peso que recai sobre nossas costas, sobre nossa consciência, sobre a nossa vida e sobre a nossa dignidade.

O Senhor pode [nos curar e nos libertar], basta que nós queiramos, porque Ele tem poder e tem palavra para nos libertar!

Deus abençoe você!

Busquemos fazer a vontade de Deus

sexta-feira, 26 de junho de 2015


O segredo do Reino de Deus não é falar, é viver; não é conhecer apenas a Deus, é conhecer a vontade d’Ele e fazer todo o esforço para colocá-la em prática.

“Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos Céus, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus” (Mateus 7, 21).



É preciso prestar bastante atenção ao que o Senhor nos diz, porque todos nós clamamos o nome de Deus, proclamamos, falamos e pregamos em nome d’Ele. E muitas vezes, fazemos pregações maravilhosas a respeito do Senhor e até nos orgulhamos de levar a vida em nome d’Ele.

No entanto, a Palavra de Deus hoje nos chama à atenção de forma muito séria: “Não é aquele que diz: ‘Senhor, Senhor’, que tem o lugar garantido no Reino de Deus, mas sim aquele que faz a vontade de Deus!” (Mateus 7, 21). O segredo do Reino de Deus não é falar, é viver; não é conhecer apenas a Deus, mas sim conhecer a Sua vontade e fazer todo o esforço para colocá-la em prática.

Permita-me dizer: “carteirinha de religião” não salva ninguém! Títulos de Igreja menos ainda! Ser amigo desse ou daquele pregador, padre e pastor também não nos garante nada; pelo contrário, isso tudo só aumenta a nossa responsabilidade.

Essa é uma chamada de atenção a todos nós que temos alguma função na casa de Deus. Nesse caso, a nossa responsabilidade é muito maior porque conhecemos e, muitas vezes, não praticamos, ignoramos e fazemos de conta de que não sabemos ou não nos esforçamos o suficiente para colocar em prática a vontade de Deus.

Precisamos de um alicerce firme, porque nesta vida teremos tribulações de todos os lados. De cima poderão vir as chuvas; do lado os ventos; debaixo as enchentes, mas se o alicerce não somos nós mesmos, nem o nosso orgulho e a nossa arrogância, mas sim Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, nós sobrevivemos, suportamos e saímos com vida das tribulações pelas quais passamos na vida.

Para isso é necessário aplicação para morrer para si a fim de que Deus seja tudo em nós, a aplicação de dizer como São Paulo: “Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim” (Gálatas 2,20). E aplicação para vencer a hipocrisia, pois o maior dos males para uma pessoa religiosa é não viver o que prega, não colocar em prática o que ensina e viver de forma contraditória àquilo em que acredita.

É preciso, muitas vezes, silenciar para nos rever, para repensar nossa vida e olhar para nós mesmos e perceber em que área precisamos melhorar, em que precisamos nos aplicar melhor e de que modo temos fugido da graça e da vontade de Deus!

Deus abençoe você!

Fonte: Canção Nova

Papa fala sobre reflexos dos conflitos familiares nos filhos

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Papa alertou sobre os conflitos no próprio ambiente familiar, destacando a ferida que isso causa na vida dos filhos 
                                                   Da Redação, com Rádio Vaticano

Problemas de convivência familiar, quando a família fere a si mesma. Este foi o foco do Papa Francisco, na catequese desta quarta-feira, 24, seguindo o ciclo de reflexões sobre família. Ele falou, em especial, dos casos em que os desentendimentos entre os pais ferem a vida dos filhos.

Nas catequeses anteriores, Francisco vinha falando de algumas fragilidades da condição humana, como a pobreza, a doença e a morte. Mas hoje ele quis se dedicar às fragilidades que existem dentro da própria família e que, em vez de exprimir amor acabam mortificando o ambiente familiar. Uma delas foi o fato das desavenças entre os casais recair sobre os filhos.

Acesse
.: Íntegra da catequese

“Quando os adultos perdem a cabeça, quando cada um pensa apenas em si mesmo, quando o pai e a mãe se agridem, a alma dos filhos sofre imensamente, sentem-se desesperados. E nós? Não obstante a nossa sensibilidade, tão evoluída, parece que ficamos anestesiados diante das feridas profundas nas almas das crianças”.

 



Uma vez que tudo na família está interligado, Francisco explicou que quando o casal pensa obsessivamente em suas próprias exigências de liberdade e gratificação, essa distorção fere o coração e a vida dos filhos.

“Temos que entender bem isso: o marido e a mulher são uma só carne; mas as suas criaturas são carne da sua carne. Quando se pensa na dura advertência que Jesus fez aos adultos para não escandalizarem os pequeninos, pode-se compreender melhor a sua palavra sobre a grave responsabilidade de salvaguardar o vínculo conjugal que dá início à família humana. Quando o homem e a mulher se tornam uma só carne, todas as feridas e todo o abandono do pai e da mãe incidem na carne viva dos filhos”.

Francisco ressaltou que há casos em que a separação é inevitável; às vezes, pode se tornar até moralmente necessária, quando se fala de salvar o cônjuge mais frágil, ou filhos pequenos, de feridas causadas pela prepotência e a violência, das humilhações e da exploração, da indiferença.

Terminando a catequese, o Papa destacou a questão do acompanhamento pastoral desses casais que se separaram, um ponto destacado por ele diversas vezes ao longo dos debates do Sínodo Extraordinário sobre a Família. Essa é uma questão que será ressaltada também no próximo encontro sinodal, em outubro.

“Ao nosso redor, há muitas famílias que se encontram na situação chamada ‘irregular’ (palavra de que não gosto). Nós nos perguntamos: Como ajudá-las? Como acompanhá-las para que as crianças não sejam ‘reféns’ do pai ou da mãe? Peçamos ao Senhor uma fé grande para vermos a realidade com o olhar de Deus; e uma caridade grande, para nos aproximarmos dessas pessoas com coração misericordioso”.


Fonte: Canção Nova

Aprendamos com São João Batista a ser profetas do Senhor

quarta-feira, 24 de junho de 2015


Aprendamos com São João Batista a ser profetas do Senhor. Ele prepara os caminhos de Jesus e diz: “É Ele, é Jesus, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”.

“Que será este menino? Porque a mão do Senhor estava com ele. O menino foi crescendo e forticava-se em espírito e viveu nos desertos, até o dia em que se apresentou diante de Israel” (Lucas 1, 80).

Deus hoje nos dá a graça de celebrarmos o nascimento de São João Batista, aquele que é o precursor do Messias e que veio preparar os caminhos para que Jesus chegasse até nós.

E quem é João Batista? Ele é o último dos profetas no Antigo Testamento e o primeiro dos profetas no Novo Testamento. Ele é o elo, a ponte que liga o Velho ao Novo Testamento, que transforma o que era velho em novo pela graça de Deus.

Ainda conhecendo a Lei Antiga, João diminui a si mesmo e rebaixa-se para que sobre ele venha o novo, que é Deus. João é aquele que, desde o ventre de sua mãe, é santificado e preparado. É aquele que morre para si para que Jesus cresça por intermédio dele. É ele quem diz: “Convém que ele cresça e eu diminua” (João 3, 30).

São João é aquele que não chama a atenção para si, mas aponta o dedo, o caminho e a direção ao dizer: “É Ele, é Jesus, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo“.

João é uma voz por meio da qual a Palavra de Deus ecoa e chega até os corações. São João é o grande profeta responsável por nos preparar os caminhos do Senhor! Por isso, hoje, celebramos com muita solenidade e com muita festa o nascimento desse profeta.

Na Igreja, nós só celebramos o nascimento de Jesus, o nascimento de Sua Mãe, Maria Santíssima, e o nascimento de João Batista, santificado ainda no ventre de sua mãe e preparado para ser o profeta do Senhor.

Assim como João Batista foi santificado no ventre de sua mãe, nós queremos no dia de hoje rezar por nossas crianças e pedir por todas as mães que estão grávidas, trazendo dentro de si a vida de uma nova criatura, um filho que vem para trazer sempre uma boa nova.

Rezemos pelas nossas crianças que estão ainda no ventre de suas mães para que se desenvolvam com sabedoria e com inteligência. E para que venham a este mundo abençoadas, como João Batista também o foi, e possam crescer e se apresentar diante do mundo como servas de Deus.

Peçamos a São João Batista que nos ensine a ser também profetas. Profeta é aquele que não tem voz própria. É aquele que se faz voz de Deus para os outros, é aquele que se abaixa para que Deus apareça por intermédio dele!

Deus abençoe você!
 
Fonte: Canção Nova

Razões para entender a indissolubilidade do matrimônio

Há muitas razões para entender a indissolubilidade do matrimônio
Jesus deixou bem claro que o casamento é uma realidade para toda a vida. Os fariseus perguntaram a Ele sobre o que Moisés tinha determinado, isto é, a possibilidade do divórcio: “É permitido a um homem rejeitar sua mulher por um motivo qualquer?” (Mt 19,3).

Razões para entender a indissolubilidade do matrimônio
O Senhor lhes deu uma resposta enfática: “Não lestes que o Criador, no princípio, fez o homem e a mulher e disse: Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher; e os dois formarão uma só carne? Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o homem o que Deus uniu”. Jesus deixou claro: “Por causa da dureza de vosso coração que Moisés havia tolerado o repúdio das mulheres; mas no princípio não foi assim”. E, por isso, Ele disse: “Eu vos declaro que todo aquele que rejeita sua mulher, exceto no caso de matrimônio falso, e desposa uma outra, comete adultério. E aquele que desposa uma mulher rejeitada, comete também adultério” (Mt 19,3-10).

Jesus enfatizou que “no princípio não era assim”, ou seja, no coração de Deus, quando Ele criou o homem e a mulher, estabeleceu o casamento para sempre. 

“Sereis uma só carne” (Gen 2,23). Carne na Bíblia quer dizer natureza humana. Há muitas razões para entender a indissolubilidade do matrimônio. São Paulo compara o casamento com a união de Cristo com Sua Esposa, a Igreja. “Maridos, amai as vossas esposas como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela” (Ef 5,25). Ora, então o casamento é sinal da união eterna de Jesus com a Igreja, e de maneira indissolúvel. Ele não se separa da Igreja nem a Igreja d’Ele. O Senhor derramou Seu Sangue por amor à Igreja, e Seus mártires fizeram o mesmo por amor a Ele.
A marca do verdadeiro amor é a indissolubilidade, pois amar é decidir fazer o outro feliz sempre. Isso não tem limite de tempo. Um amor provisório não é amor. Amar é comprometer-se com a felicidade do outro para sempre: na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, amando-o e respeitando-o todos os dias da sua vida.
O casamento é a base da família, e esta é a base da sociedade. Se o casamento se dissolver, a família se dissolverá e a sociedade perecerá. O Papa João Paulo II usou palavras muito fortes para explicar isso. Ele disse que “a família é insubstituível”, que ela é “o santuário da vida”, um “patrimônio da humanidade”. Ela é a “Igreja doméstica”. Da importância da família se entende a importância da indissolubilidade matrimonial.
O casamento faz surgir uma prole: filhos, netos, bisnetos… É desta união permanente que surge a beleza de uma família, berço da vida. É triste quando se quebra o vínculo da unidade pela separação do casal. Por isso, é necessário que os casamentos sejam bem preparados, de modo que não haja casamentos que mais tarde um Tribunal da Igreja possa declarar que foi nulo. E, infelizmente, isso tem acontecido muito, porque falta uma boa preparação para os casamentos. Muitos se casam sem maturidade, sem saber profundamente o que significa “amar”, dar a vida pelo outro e pela família.
Há casamentos que duram 50, 60, 65 anos… Uma vez li essa história:
“Um famoso professor se encontrou com um grupo de jovens que falava contra o casamento. Argumentavam que o que mantém um casal é o romantismo e que é preferível acabar com a relação quando esse se apaga, em vez de se submeter à triste monotonia do matrimônio.
O mestre disse que respeitava a opinião deles, mas lhes contou a seguinte história: “Meus pais viveram 55 anos casados. Numa manhã, minha mãe descia as escadas para preparar o café e sofreu um enfarto. Meu pai correu até ela, levantou-a como pôde e quase se arrastando a levou até à caminhonete. Dirigiu a toda velocidade até o hospital, mas quando chegou, infelizmente ela já estava morta. Durante o velório, meu pai não falou. Ficava o tempo todo olhando para o nada. Quase não chorou. Eu e meus irmãos tentamos, em vão, quebrar a nostalgia recordando momentos engraçados.
Na hora do sepultamento, papai, já mais calmo, passou a mão sobre o caixão e falou com sentida emoção: “Meus filhos, foram 55 bons anos. Ninguém pode falar do amor verdadeiro se não tem ideia do que é compartilhar a vida com alguém por tanto tempo“. Ele fez uma pausa, enxugou as lágrimas e continuou: “Ela e eu estivemos juntos em muitas crises. Mudei de emprego, renovamos toda a mobília quando vendemos a casa e mudamos de cidade. Compartilhamos a alegria de ver nossos filhos concluírem a faculdade, choramos um ao lado do outro quando entes queridos partiam. Oramos juntos na sala de espera de alguns hospitais, nos apoiamos na hora da dor, trocamos abraços em cada Natal e perdoamos nossos erros. Filhos, agora ela se foi, eu estou contente. E vocês sabem por quê? Porque ela se foi antes de mim e não teve de viver a agonia e a dor de me enterrar, de ficar só depois da minha partida. Sou eu que vou passar por essa situação, e agradeço a Deus por isso. Eu a amo tanto que não gostaria que sofresse assim”.
Quando meu pai terminou de falar, meus irmãos e eu estávamos com os rostos cobertos de lágrimas. Nós o abraçamos e ele nos consolou dizendo: “Está tudo bem, meus filhos, podemos ir para casa”.
Esse foi um bom dia. E, por fim, o professor concluiu: “Naquele dia, entendi o que é o verdadeiro amor. Ele está muito além do romantismo, e não tem muito a ver com o erotismo, mas se vincula ao trabalho e ao cuidado a que se professam duas pessoas realmente comprometidas”.
Quando o mestre terminou de falar, os jovens universitários não puderam argumentar, pois esse tipo de amor era algo que não conheciam. O verdadeiro amor se revela nos pequenos gestos, no dia a dia e por todos os dias. O verdadeiro amor não é egoísta, não é presunçoso nem alimenta o desejo de posse sobre a pessoa amada.
“Quem caminha sozinho pode até chegar mais rápido, mas aquele que vai acompanhado com certeza chegará mais longe.” “A paciência pode ser amarga, mas seus frutos são doces.”

Leia mais sobre o assunto na categoria Matrimônio

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